HOP HOUR entrevista Júnior Bottura da Cerveja Avós

A Cerveja Avós ficou conhecida nacionalmente pelas suas lagers artesanais, nascida em março de 2016, em São Paulo, pelo publicitário e cervejeiro Junior Bottura, com a ideia de celebrar o vínculo que teve com suas avós e bisavós. Antes cigana e agora com uma nano-fábrica instalada em seu bar próprio, localizado em charmoso sobrado na Vila Ipojuca, São Paulo. Hoje entrevistaremos o Junior Bottura da Cerveja Avós! - Junior como foi sua primeira experiência com uma cerveja artesanal? Eu trabalhava em uma agência de publicidade e cuidava das contas de Primus e Glacial, marcas da Schin, e eles compraram a Baden. Fui responsável por ir lá entender o que era esse mundo das artesanais e fiz uma imersão em todos os sentidos. Foi quando me apaixonei pelo assunto. - E foi amor a primeira vista? Foi, comecei a entender esse mundo é todas as possibilidades, anos depois veio a vontade de fazer em casa, pois já existiam alternativas. - Você também começou nas panelas, pode nos contar um pouco como foi esse período? Sim. Com uma panela de 5 litros e extrato no fogão de casa, depois passei para um equipamento de 20 e então uma Masterbier de 50. Eu cheguei a produzir mais de 200 litros por mês, meus quintal era uma nano praticamente. O meu prazer era dar de presente a produção. - Como cervejeiro de panela, você chegou a participar de algum concurso? Se sim...Como foi? Nunca, quando vi que estava acertando algumas receitas eu já estava quase me formando no técnico do ICB, foi quando tive a ideia de fazer a primeira cigana. -Fugindo um pouco do assunto cerveja, Junior você é um publicitário premiado, conta pra gente como foi a sua história na publicidade e a história da propaganda do HEMOBA - Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia! Eu decidi na 8a serie que seria publicitário, eu pirava em propaganda, guardava recortes de anúncios e não mudava de canal no intervalo, pensei em mudar para psicologia na época do vestibular, mas passei na Metodista em Comunicação e fui. Comecei a trabalhar logo no primeiro mês, e antes de terminar a faculdade já havia trabalhado na Leo Burnett e Agencia África. Sobre a campanha, o pessoal da criação me apresentou a ideia, a princípio eles queriam fazer com o Flamengo, mas eu tinha um ex-cliente de Fiat que estava na Pênalty, então pedi para transformarem os layouts para o Vitória, por sorte eu estava em um projeto com o Vladimir Brichta para Fiat, e que na época tinha a mesma empresária do Wagner Moura, pedi então para ele gravar a locução do filme, ele fazia a voz do sangue, ele topou na hora. E eu cheguei para apresentar a ideia com o filme pronto. Lembro que um dos diretores do clube chorou, aprovaram na hora e aí fomos ao HEMOBA que topou assinar a campanha, foi uma ação linda. -E agora sim, você  um publicitário premiado, como e quando você parou e falou " Agora meu plano principal é a cerveja, eu vou montar minha cervejaria"? Eu tive um burn out, crise de stress Fiquei 10 dias afastado e quando voltei resolvi pedir demissão, mas fiz uma negociação de ficar na agência por mais 3 meses até acertarem o time, eu não tinha ideia do que faria, e na época li uma matéria que contava como a Urbana e a Júpiter estavam colocando cerveja no mercado sem fábrica própria, foi quando veio a vontade de ir atrás de entender o modelo. Montei um plano, levantei o capital para o investimento e 20 dias depois de sair de vez da agência lancei a Avós -Como a sua família encarou  a ideia? Teve muita resistência? A Avós só existe até hoje porque minha esposa não só apoia como é quem segura a onda geral em casa. Inclusive a ideia do nome é ó conceito veio dela. -Porque avós? Como surgiu a ideia. Eu conheci e convivi com todas as minhas Avós e Bisavós e quando fomos pensar em um nome a Mari, minha esposa, teve a ideia de resgatar um caderno com as memórias que escrevia delas e aí lincávamos o estilo da Cerveja com a personalidade. - Como era/é a sua relação com as suas avós? Meus primos sempre tiram sarro, pois sempre fui o queridinho das duas avós, da Vó Maria sou até hoje. É uma coisa que não sei explicar, mas sempre fiz muita questão de estar com elas quando era pequeno. - No começo a Avós era uma cervejaria cigana, como foi essa experiência? Ainda somos, pois parte da produção ainda é feita fora. Cada fábrica é uma experiência diferente, importante é confiar e ter uma boa relação onde produz. Devo muito a todas as fábricas por onde passei, pois todas foram importantes para os diferentes momentos da Avós. -Quais as vantagens e desvantagens de ser um cervejeiro cigano? O seu custo de investimento inicial é baixo, você não precisa administrar uma fábrica que é sempre um trabalho enorme. Por outro lado, dependendo do volume, você não consegue competir em preço e tem dificuldade de padronização quando muda de fábrica. - A Avós produz somente cervejas da familia lager, por que? A ideia veio depois de conhecer a Jacks Abby, fomos até Framingham para entender o modelo é ficamos muito amigos. Eu queria um posicionamento de marca forte, achava que só contar a história da Avós não era suficiente. -Como a Avós só produz lagers, vocês "brincam" muito com os estilos, receitas...  e claro que você como criador de receitas tem diversas referências, quais são as suas referências para a criação de cervejas? Eu sou muito curioso, pesquiso muito e trago um pouco do processo da propaganda para a parte criativa, acho muito importante parar para criar mas como parte do processo geralmente fazemos isso as segundas. Então tem basicamemte 5 caminhos que sigo, tendências, estilos ales que imagino que funcionem com levedura lager, estilos históricos pouco explorados, receitas clássicas e as pirações que aí vem de tudo. - Existe uma pressão, por parte do público, por novas receitas, novos sabores e diversas cervejarias em pouquíssimo espaço de tempo lançam novas cervejas no mercado e a Avós produz somente cervejas lagers. Vocês sentem essa pressão e como vocês encaram essa demanda? Eu sinto pressão por IPA. Mas a gente brinca muito aqui e tenta virar isto! IPL ainda vai crescer no Brasil, este ano já tivemos muitas cervejarias hypadas fazendo. Aí tem o lado que eu me cobro que é sempre pensar em novas sensações, pesquiso bastante o universo dos drinks. - O mercado cervejeiro é algo muito específico, enquanto em outros segmentos existe uma "briga" por uma fatia do mercado, o mercado cervejeiro ele é unido e se faz muitas cervejas colaborativas, a Avós é uma cervejaria que faz várias cervejas colaborativas, não só com o mercado cervejeiro, mas com vários outros segmentos, como é isso? Aqui em São Paulo eu não acho que exista união não. Já tentei algumas vezes deixar mais unido, mas é difícil. Colaborar é aprender, trocar, é importante para a vida, acho que não dá para viver de outra forma nos dias de hoje. Eu busco sempre parcerias verdadeiras, com pessoas que tenho bom relacionamento ou oportunidades com empresas e marcas que admiro, foi assim com Campari, Havana Club, Diffords Guide, o portal Hypness, Chocolat Djour , Mermeleia ... - E se a gente fosse tomar  uma cerveja agora, qual Colab da Avós você indicaria pra gente tomar? E por que? Kkkkk. Difícil, indicaria a última, os meninos tiraram sarro de mim aqui que eu sempre falo que a cerveja que vai ser envasada é a melhor que já fizemos. Neste caso seria a Cognac Julep com o Difford's Guide. - E falando da Avós, você tem um rótulo preferido? Tenho. Vó Maria Zen, eu sou louco por essa cerveja. Deve ser porque é a primeira. Mas acho versátil, agrada quem nunca tomou e vai bem em um churrasco com um monte de cervejeiros e cervejeiras . - Como você enxerga a Cervejaria Avós na sua vida? É uma realização, o lugar que prático algo que sou apaixonado todos os dias. Eu tenho muito prazer em ver as pessoas tomando nossas cervejas. - E a cerveja, o que ela representa pra você? Existência. O ser humano só é humano quando existe para outro. E a cerveja é um meio de encontro, tristes ou felizes. Não tem nada melhor do que uma conversa boa tomando cerveja, é um tempo em que estamos ali existindo. E saber que existem pessoas tomando nossas cervejas por aí, significa que estamos existindo também. Caraí, fui longe aqui.... Junior muito obrigado pela a entrevista, parabéns pelas cervejas e VIDA LONGA E PRÓSPERA A CERVEJA AVÓS .

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