Hildegarda de Bingen, viva o lúpulo,viva a Cerveja!

Atualizado: Jul 5

Hildegarda de Bingen, quem foi e qual sua relação com a cerveja


Primeiro vamos falar sobre o lúpulo? Como está flor foi parar na cerveja? Quem foi este ser maravilhoso que adicionou lúpulo na cerveja? O Lúpulo (Humulus lupulus) é uma flor da família das canabidáceas e serve para dar à cerveja amargor, contribui no aroma da bebida, além de conferir outras características e ser mais importante do que você imagina, mas isso é assunto para outro Post.


Bom, antigamente quem era responsável por fabricar a cerveja eram as mulheres, a relação das mulheres com a cerveja começou muito antes do próprio homem sequer pensar em que o "ouro líquido" poderia existir. E se hoje as cervejas lupuladas estão em alta... no passado o lúpulo nem fazia parte da receita e tudo isso se deve a uma pessoa. Hildegarda von Bingen, uma religiosa alemã, uma MULHER! Sim, ela é a grande responsável por adicionar esta florzinha linda na cerveja!


MAS QUEM FOI HILDEGARDA VON BINGEN ?

Hildegarda era a última filha do casal de nobres Hildebert e Mechtild, nasceu em 1098, em Bermersheim – sede dos barões de Sponheim – próximo de Alzey, na Francônia-Renânia, região do Rio Reno. Aos oito anos de idade Hildegarda foi entregue aos cuidados de religiosas em um convento das monjas beneditinas. Depois de conhecer e conviver na comunidade religiosa, Hildegarda pediu para ser aceita entre as beneditinas, ingressando como noviça.


Desde a infância, ela apresentava uma personalidade muito carismática e um alto grau de elevação mística. Aos poucos, esses dons acabaram se manifestando como visões, há quem disesse que Hildegarda fosse bruxa. Papa Eugênio III, que, em 1147, durante o Sínodo de Trier, encarregou uma comissão de teólogos, dentre os quais Albero de Couní, bispo de Verdún, para examinar os relatos de suas visões e, depois de um parecer favorável, autorizou que ela escrevesse suas experiências místicas. Um dia, Hildegarda ouviu uma voz superior, que ela identificou como do Espírito Santo, ordenando-lhe que escrevesse todas as revelações que lhe eram feitas.

Livro Scivias - Conhece os caminhos do senhor de Hildegarda de Bingen


No final, uma voz lhe ordenou, por três vezes consecutivas:
"Oh, mulher frágil, cinza de cinza e corrupção de corrupção, proclama e escreve o que vês e ouves" (HILDEGARDA DE BINGEN, Scivias, 5).




Apesar de não ser letrada, Hildegarda acabou por desenvolver uma grande atividade literária. Por esses dons, acabou adquirindo muito conhecimento sobre medicina e ciências naturais, transmitidos, depois, por livros precisos que escreveu sobre essas matérias, reconhecidos cientificamente. Ela fez muitas observações sobre a natureza, especialmente sobre as plantas medicinais — e é aqui que entra sua relação com a cerveja!


Hildegarda de Bingen, em alemão Hidelgard von Bingen, ou simplesmente Santa Hildegarda!

Pela primeira vez, Hildegarda explicitou a qualidade conservante do lúpulo para a cerveja, embora não fosse grande fã dos efeitos da planta no organismo. Em sua análise ela dizia que, o lúpulo deixava a pessoa meio baixo astral. “Ele não é muito útil ao bem-estar do homem, porque faz a melancolia crescer, deixa a alma do homem triste e faz pesar seus órgãos internos.


Mas com o resultado de seu próprio amargor, evita certas putrefações das bebidas, às quais deve ser adicionado, e assim elas podem durar muito mais tempo”, escreveu na obra Physica Sacra, de cerca de 1150.

Maurício Beltramelli, autor de Cervejas, Brejas e Birras: um guia completo para desmistificar a bebida mais populas do mundo, cita que foi por meio do Livro das Propriedades — ou Sutilezas — das Várias Criaturas da Natureza, de 1167, que Hildegarda trouxe o conhecimento do lúpulo aplicado à cerveja. Afirmando que o lúpulo era uma planta “excelente para a saúde física”, além de “muito útil como conservante para muitas bebidas”. É importante resaltar que naquela época os europeus tinham o hábito de misturar outros ingredientes à cerveja, como gengibre, especiarias, flores e frutas silvestres.


Mas a descoberta de Hildegarda levou um bom tempo para se tornar regra só em 1516 com a instituição da Lei de Pureza da cerveja alemã, na região da Baviera. Tornando se assim obrigatório o uso do lúpulo em cervejas no país.


Com o passar do tempo a importância do lúpulo para a cerveja mudou. Se originalmente ele era um conservante, seu uso agora tem outras finalidades, amargor e as próprias características de sabores e aromas do lúpulo utilizados na cerveja, cítrico, herbal, floral, terroso.


E Hildegarda foi homenageada pelas cervejarias Dádiva, em parceria com a Titobier, que criaram a Imperial Pilsner Hildegarda, leve no gole e potente no álcool (8,1% ABV), bem ao estilo da nossa santa cervejeira.


Hildegarda, Monja beneditina, escritora, pregadora, teóloga, mística, naturalista, médica informal, santa lupulina!



CURIOSIDADE: Hildegarda, tem fama cervejeira merecidíssma, mas não é autora da primeira citação a respeito do lúpulo, foi Santo Adelardo, que em 822, no monastério beneditino de Corbie, França, distribuía as obrigações dos abades – uma delas fornecer um décimo do malte e do lúpulo colhido ao monge incumbido de fabricar a cerveja. Adelardo não deixa claro como o lúpulo era utilizado na fabricação de cerveja, mas foi o primeiro a citar.


Sendo assim reze para os dois santos!

#Hildegarda #Lupulo #Hophour #Cerveja

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